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Categoria: Gestão de Frete4 min de leitura

Como calcular o custo real do frete e parar de perder margem

Por Equipe Navor ·

O frete custa muito mais do que o valor pago à transportadora. Aprenda a calcular o custo real ponta a ponta e proteja a margem do seu negócio.

Muita empresa ainda enxerga o frete como uma linha simples na planilha: o valor que a transportadora cobra. Na prática, o custo real do frete é a soma de vários componentes — alguns visíveis, outros escondidos — que, somados, corroem a margem sem que ninguém perceba. Entender essa conta é o primeiro passo para precificar melhor e parar de subsidiar entregas no prejuízo.

O que está dentro do "custo real" do frete

O valor da nota da transportadora é só a ponta do iceberg. Para chegar ao custo verdadeiro, você precisa considerar:

    Quando você ignora esses itens, o frete "barato" da cotação vira caro na fatura do mês.

    Peso real x peso cubado: a armadilha mais comum

    Transportadoras cobram pelo maior valor entre o peso real e o peso cubado (volumétrico). Um produto leve e volumoso — como um travesseiro ou um abajur — ocupa espaço no caminhão e é tarifado por isso.

    O cálculo do peso cubado segue uma fórmula simples:

      Se você não dimensiona suas embalagens, paga ar transportado. Reduzir vazios na caixa é uma das alavancas mais rápidas para baixar o custo.

      A fórmula prática para encontrar o custo por pedido

      Para sair da estimativa e chegar ao número real, monte um custo por pedido:

      Custo real do frete = Frete contratado
                          + Taxas e seguros
                          + ICMS sobre o frete
                          + Embalagem e manuseio
                          + (Custo médio de reentrega/devolução × taxa de falha)

      O último termo costuma ser o grande esquecido. Se 5% das suas entregas falham na primeira tentativa e cada reentrega custa, por exemplo, 80% de um novo frete, esse percentual precisa ser diluído em todos os pedidos — porque é assim que ele aparece no resultado.

      Custo de frete x receita: enxergando a margem por pedido

      De nada adianta saber o custo se você não o cruza com o ticket médio. Uma boa prática é acompanhar dois indicadores:

        Cruzando esses dois números por região, faixa de peso e canal de venda, você descobre rapidamente quais pedidos sustentam o negócio e quais estão drenando caixa silenciosamente.

        Onde a margem costuma vazar

        Na maioria das operações, o vazamento se concentra em quatro pontos:

          Revisar esses quatro pontos costuma recuperar margem sem nenhum investimento adicional.

          Conclusão

          Calcular o custo real do frete não é um exercício contábil — é uma decisão estratégica. Quando você soma todos os componentes, dilui a taxa de falha e cruza o resultado com a receita por pedido, deixa de operar no escuro e passa a precificar com segurança. Comece mapeando os custos ocultos de uma semana de pedidos reais; o que você encontrar provavelmente vai justificar uma revisão imediata da sua política de frete. Organizar essa visão ponta a ponta é o que separa quem acha que tem margem de quem realmente tem.

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